Pesca e aquicultura: do alevino ao estoque
Viveiros, lotes de produção, manejo diário, qualidade da água, colheita e processamento.
A vertical de piscicultura cobre o ciclo completo da fazenda de peixes: povoamento, manejo diário, colheita, processamento e a entrada do produto final no estoque para venda.
Viveiros e lotes
- Viveiros/tanques cadastrados com área, volume, espécie e capacidade.
- Lotes de produção — cada povoamento é um lote, com espécie, quantidade de alevinos, custo (alevinos + mão de obra), peso alvo e data prevista de colheita.
O lote é a unidade de custo e de rastreio: tudo que acontece no ciclo é lançado nele.
Manejo diário
O dia a dia da fazenda é registrado por lote:
- Alimentação — kg de ração, alimentando o cálculo de conversão alimentar (FCR), o indicador econômico central da piscicultura.
- Biometria — amostragens de peso que mostram se o lote está na curva de crescimento esperada.
- Mortalidade — quantidade e causa.
- Qualidade da água — pH, oxigênio dissolvido, amônia, nitrito, alcalinidade e temperatura por viveiro.
- Checklists operacionais — a checagem diária de equipamentos e viveiros.
Colheita e processamento
Na colheita, registra-se o peso bruto real e o rendimento contra o previsto. Dali o pescado segue para o processamento em etapas — abate, limpeza, embalagem, estocagem — com rendimento medido em cada etapa (quanto do peso entra e quanto sai).
Ao final, o produto processado entra automaticamente no estoque, com lote e validade, pronto para vender pelo fluxo normal de vendas — com a rastreabilidade ligando o filé vendido ao viveiro de origem.
Relatórios
Por lote: custo de produção, rendimento e conversão alimentar — os números que dizem se o ciclo deu lucro e onde o próximo pode melhorar.
Disciplina nos registros diários (ração e mortalidade principalmente) é o que torna o FCR confiável. A ração é o maior custo da piscicultura — um FCR medido de verdade vale mais que qualquer palpite de manejo.